Sinestesia e arte

O termo sinestesia parece coisa do Discovery Channel Assombrações mas é algo bastante comum em nossa vida. Por exemplo, chegar a conclusão que o vestido verde perereca daquela guria chega a “doer nos ouvidos de tão gritante” é uma experiência sinestésica. De forma bem poética, é uma espécie de confusão de sentidos, onde a percepção de um acaba se estendendo a outro e você entra em um fantástico mundo onde os sons têm cheiro, as cores têm sabor e a músicas têm forma.

Artísticamente a sinestesia representa um universo ilimitado de referências a serem exploradas. Falando em desenho e ilustração, as referências visuais são fundamentais mas não podem ser consideradas como recursos únicos. Enriquecer os sentidos com sons, cheiros, texturas e sabores é tão importante quanto fazê-lo com formas e cores; e é desse coquetel sensorial que podem surgir criações inéditas, únicas e exclusivas, pois cada indivíduo sente o mundo de forma distinta.

O oldblacker Douglas “Oblivion” mandou a dica de um vídeo que tem um bom exemplo da relação música e forma. Não gosto de Doors (pronto falei!), mas nesse caso ao invés de OUVIR acabei VENDO a música. Sinestesia é foda.


People are strange from Denis Fongue on Vimeo.

2 comentários em “Sinestesia e arte”

  1. Mosca disse:

    Sinestesicamente falando o som que toca nos meus players são totalmente escuros e amargos. Durante minhas horas de ilustrador braçal.

  2. Old Black Gallery » Blog Archive » Destructed Magazine disse:

    [...] edição PDF tem um arquivo MP3 que você pode baixar e ouvir enquanto saboreia a revista. E olha a sinestesia aí [...]

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