Aberta as portas do Salão Internacional do Automóvel (Anhembi/ São Paulo) e o stand da Mitsubishi apresenta uma picape L200 Triton que mostra que nós adultos somos eternas crianças. Na verdade é uma obra de arte de Edu Cordeiro e foi construída com mais de 35.000 carrinhos de plástico (aqueles made in china) e demorou quase dois meses para ficar pronta, o que me faz pensar quantas crianças tiveram seus brinquedos do ultimo dia 12 inflacionados pela procura das miniaturas no mercado.
Brincadeiras a parte, a obra ficou muito legal e tendo a oportunidade de visitar o salão, dê um pulo neste stand.
Acho os pop up books fabulosos. Uma mistura de livro, arte e design pela qual ainda me deixo encantar. Mesmo que a maioria deles seja para um público infanto-juvenil, vez ou outra um novo exemplar vai pra minha estante, para ser folheado, estudado e nostalgicamente admirado como um dos vários motivos que me fizeram um apaixonado pelo papel e suas possibilidades.
O exemplar que dá o título dessa postagem é obra da designer MARION BATAILL, que vive atualmente em Paris. No ABC3D você pode ver as 26 letras do alfabeto (americano) saltando aos olhos, transformando-se, em um contorcionismo mágico, quase como um balé de letras. A “leitura rápida” dá vontade de nomeá-lo companheiro das horas de relaxamento.
Com lançamento marcado para dia 14 de outubro, você já encontra o ABC3D em pré-venda na Amazon.com por apenas $12,70, lembrando que a compra de livros na Amazon é livre de impostos na importação, basta ter um cartão internacional e adicionar o frete ao valor do livro.
Segue o vídeo promocional do livro e a página oficial é www.abc3dbook.com
Um exercício simples para entender de vetores é: - parado no lugar, você calmamente olhe para o horizonte a sua frente, fixando um ponto de vista. - agora lentamente suba o olhar rotacionando à cabeça para cima o Maximo possível. - volte ao ponto zero (linha do horizonte). - novamente rotacione a cabeça para baixo até chegar o ponto focal aos seus pés e volte ao ponto zero. - agora rotacione horizontalmente. - 1º para a direita sem pressa e depois para a esquerda, lembre de sempre voltar ao ponto zero antes de começar uma nova direção. PRONTO. Você agora sabe (como os grandes mestres) o que são vetores. Bom entender o que esses caras fazem com esse conhecimento e outra coisa.
Uma boa dica é a revista VEKTORIKA, revista de design vetorial publicada no site vektorjunkie do indonésio Godot Guntoro.
Vai lá, é de graça e muito bem feita.
Observação: revistas exclusivas online ou com parte de seu editorial aberto, são grandes fontes de referências e ao custo de produção mil vezes mais em conta que as tradicionais, só aqui na OBG já apresentamos algumas que valem à pena.
Você pode evoluir ao extremo ou se cercar do mais surpreendente e inovador aparato tecnológico, mas no fim (quer dizer para começar um projeto) tem passos que são básicos e elementares.
Nesta apresentação de como é feita uma página de história em quadrinhos, mostra o passo-a-passo da feitura, após a concepção da idéia e a elaboração do roteiro. No decurso: (1º) você vê a importância do “rough”, o rabisco, feito de forma solta e explorando a melhor forma de aproveitar o espaço. Um desenho sem essa técnica corre o risco de ser imperfeito quanto as suas proporções, perder a fluidez, o que deixaria o desenho com um aspecto duro, sem vida e na pior das hipóteses não aproveitar de forma pratica o uso do espaço. Dica, façam rafes (rough) o seu traço melhora e suas bases Tb. (2º) uma das passagens mais complicadas em uma HQ é posicionar os balões, é a eterna guerra entre texto e imagem. Qual tem maior peso e quando um depende do outro? Será que a idéia está clara? Será que está dando leitura? Muitas vezes gostamos tanto do desenho do cenário que ficamos em dúvida se devemos sacrificar uma “fala” em função da imagem. (3º)o refinamento é o momento em que aqueles traços soltos do rough ganham formas e linhas que vão expressar o estilo de cada artista, é ali que identificamos a “impressão digital” de quem fez e muitas vezes o traço se torna a grande marca registrada do artista. (4º)finalização é somente neste momento que as técnicas e ferramentas trabalham a todo vapor. Sem uma boa base, um bom argumento trabalhar a finalização não ajuda a HQ a ficar melhor, pode apenas deixar ela mais atraente, mas nem sempre essa atração fica duradoura.
Assista ao vídeo e veja que não importa como foi feito o desenho, se usou “esse” ou “aquele” recurso. O que importa é que a essência é sempre a mesma, o processo tem os seus motivos. As grandes editoras (pastelarias comics) de HQ seguem essa receita ao ponto de (sistema Ford) especializar seus funcionários ao extremo de às vezes terem mais de 20 pessoas em áreas distintas para construir uma única Comic Book.