ZUPI # 11

Já nas bancas para nossa alegria o número 11 da revista ZUPI.
Sem dúvida nenhuma essa está se tornando a principal revista de ilustradores e para ilustradores da terra brasilis.
Destaque OBG para a capa e o portifólio do alemão Dome, os trabalhos do estúdio brazuca Platinum e um apanhado sobre o evento PixelShow, claro que as outras 100 páginas também são de tirar o fôlego.
ILUSTRADEIROS de plantão não fiquem de fora “submit your artworks”, clique aqui para saber como.

Exemplo: na página 37 está o nosso brother Danilo Brandão.

Pixel Show #04

Não comprou seu ingresso para as paletras da PixelShow? Bom, já era! Casa cheia e agora nem nas mãos de cambistas você vai encontrar seu passaporte para ver e ouvir:
ANDRÉ CYPRIANO /
GRINGO /
GREG TOCCHINI /
MOPA /
MOLHO /
TATOO /
VISORAMA /
COMBUSTION /
JUM NAKAO /
IAN STRAWN /

Não fique triste, durante o evento vão rolar ações paralelas que valem muito, como painéis de graffiti, música, skate art…

13 + 14 / SET / 2008 - Memorial da América Latina - SP
Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664
01156-001 - Barra Funda - São Paulo - SP
Portões de acesso: 12 e 13

Reverse Graffiti, contestação inteligente


Se você estiver na rua com uma lata de spray nas mãos é bom que seja de pimenta, pois para qualquer policial essa visão deve ser algo mais assustador que uma 9mm carregada. Tente entender, para a força policial não existe arte ou grafite, só vandalismo e atentado contra o patrimônio. Foram instruídos assim e agem sob essas ordens.
Em uma dessas Alexandre Orion resolveu aderir ao Reverse Graffiti. Afinal quem iria incomodá-lo por fazer arte limpando a cidade? Pois incomodaram, mas não antes dele incomodar bastante e dar um elegante tapa na cara de A a Z.
Alexandre sacou sua “arma” - um pedaço de trapo - e pos-se a produzir um painel de caveiras intitulado “Ossário” limpando a fuligem das pardes do túnel entre a Av.Europa e a Av. Cidade Jardim em São Paulo. Planejou muito bem sua ação: pensou a arte, escolheu o dia, horário e providenciou para que tudo fosse devidamente documentado e divulgado. O resultado é que a arte contestadora de Alexandre não aliviou ninguém, obrigou todos a algum nível de reflexão.
Sobre essa reflexão convido você a ler o brilhante texto de José de Souza Martins, publicado no jornal O Estado de S. Paulo.

Assista ao vídeo e tire suas conclusões.

E por fim, como o envergonhado motorista que manda lavar o carro sujo após escreverem “lave-me” no vidro traseiro, mandaram lavar as paredes. Só que nesse caso não limparam o túnel, limparam a arte. Tarde demais, Alexandre já estava da alma lavada.

Se fosse arte, seria mais inteligente

Ufanistas de plantão me perdoem, mas não gosto de Chico Buarque e nem de Gilberto Gil. Nem um pouco. Mas isso não me impede de admirar a inteligência deles quando, em plena ditadura militar, compõem a música “Cálice” com o refrão “Pai, afasta de mim esse cálice”; um trocadilho explícito com a expressão “cale-se!”. Uma contestação tão criativa à censura da época que os censores nem se deram conta e a música, interpretada por Chico Buarque, emplacou e fez sucesso. Ainda hoje carrega o ideal da letra consigo. Não gosto, não ouço, mas bato palmas pois é inteligente, criativa e elegantemente contestadora - ou seja, é Arte.

Agora, aos fatos:

(foto:Werther Santana/AE)

No último dia 12 (12/06/2008) um dos alunos do último ano do curso de Artes Visuais do Centro Universitário de Belas Artes, em São Paulo, decidiu apresentar uma obra diferente para garantir a formatura. Pichador desde os 13, Rafael Augustaitiz recrutou 40 colegas no centro da cidade, rumaram para o campus, sacaram suas latas e deixaram muitos grafiteiros tristes. Vandalizaram salas e corredores, agrediram e foram agredidos e tudo terminou com 5 detidos, Rafael inclusive. “Os detidos disseram à polícia que a pichação é uma forma de arte e expressão” (G1, São Paulo).

Longe de mim dar início a sermão moralista ou dizer que só pode fazer arte quem sentou a bunda em cadeira de faculdade cara. Mas se por algum acaso o Rafael, na busca por seus 15 minutos de fama, chegar a ler essa postagem vou dar a ele um conselho bacana que aprendi por conta, quebrando a cara: se você quer contestar o sistema, precisa ser mais inteligente do que ele. Foi isso que o Banksy fez e faz, só pra citar um artista do grafite.

“No texto que escreveu para justificar “a ação”, 28 páginas encimadas pelo título “Marchando ao compasso da realidade”, Rafael desafia: “Somos abusados? Que se foda! É um orgulho para vocês eu estar dentro dessa podre faculdade. Não sou seu filhote, não preciso do seu aval. A arte hoje em dia é para quem está na pegada. Para os bunda-moles ela morreu faz é tempo.” O curso de Artes Visuais tem mensalidade de R$ 900. Rafael é bolsista integral.” (Laura Capriglione, Folha de São Paulo)

(foto:Fernando Donasci / Folha Imagem)

Rafael, Gandhi conseguiu muito mais só batendo palmas.

leia mais sobre:
no Canal Contemporâneo (Originalmente publicado na Folha)
no Terra
no G1

Wii Spray, grafitando no sofá.

Desenvolvido como projeto de graduação de Martin Lihs e Frank Matuse, Universidade Bauhaus Weimarvon, esse controle para o game Wii simula uma lata de spray e permite ao player grafitar em jogos. Alguns desenvolvedores já estão criando espaços e formas de apresentar os desenhos desenvolvidos de maneira online, a promessa é o surgimento de um coletivo global de trabalhos e artistas.
Agora você não vai ter mais desculpas para deixar aquela parede em paz.
Quebrou a perna? Vai grafitar. Pegou a gripe do frango (aquela que faz você amarelar nas ruas)? Vai grafitar. Ta nevando? Vai grafitar, nem que seja virtualmente.

A sétima geração de games veio mesmo pra inovar geral, enquanto seus antecessores modificaram gradualmente a forma como víamos os jogos, melhorando muito a qualidade de gráficos e jogabilidade, essa nova fase apresenta radicais mudança de interação e integração com outras pessoas e produtos.
Site oficial traduzido (alemão x português) aqui.
Tem uma matéria legal com mais imagens do produto no blog geek Digital Drops, clique aqui.
Ou na revista De:Bug.
nas palavras dos criadores.

Wer würde nicht gern einmal ein Grafitti an einem verbotenen Ort hinterlassen?