The Decapitator

No melhor estilo Banksy, ninguém sabe ao certo quem é ele, ela, ou eles. The Decapitator é o codinome desse interventor londrino que pode ser considerado um headhunter de verdade. Dá até pra imaginar essa entidade percorrendo as ruas de Londres e espreitando sua próxima vítima: uma painel na parada de ônibus, um cartaz em um prédio de esquina, um outdoor distraido. O certo é que o onírico, o belo, o “guti-guti” da propaganda será guilhotinado nas mãos do Decapitator.

Além de crítica e polêmica, as intervenções desse artista são cuidadosamente trabalhadas para reproduzirem a estética dos anúncios, deixando a mensagem tão sutil quanto um tapa na cara.

Preciso confessar que ri (malévola e guturalmente) quando vi o irritante High School Musical decapitado. Agora, um dos melhores foi o outdoor do intragável Sex and the City que teve a cabeça de Sarah Jessica Parker decapitada e depositada em uma de suas mãos - a cara do fulaninho passando na hora da foto NÂO pode ter sido acidental.

Visitem o Flickr do The Decapitator.

Eu tive uma EPIFANIA…

… e ela esta saindo do papel.

Notícia de bastidores, nesta terça-feira 18 de novembro ocorrerá uma sessão fechada de cinema para apresentar o primeiro corte do filme de animação EPIFANIA, lá mesmo nos rincões de Uberlândia. É quase um parto de elefante, foram 18 meses de produção, ralação e muito sal de fruta. A animação tem 12 minutos de duração sem apresentação ou créditos, mais de 150 planos, 5 composições originais.
Custou menos de 20 mil reais de patrocínio do programa cultural municipal (divida esta soma por 18; 4 auxiliares, um compositor, estúdios, etc.), alguns auxiliares esgotados, o fígado e um rim do realizador Guilherme Lopes.
A próxima etapa é passar para película, mmm…. onde vão arrumar mais 20 mil reais? Alguém responde?
Para quem não sabe. Essas apresentações de partes (corte) de uma animação ou filme são importantes para ajustes, alterações e busca de apoio, essa postagem é apenas um alerta de que daqui algum tempo teremos muita honra de ter acompanhado o nascimento de uma animação 100% brasuca. Aguardamos a estréia.

CLIQUE NA IMAGEM PARA VER DETALHES

Lápis com raio-X

A caricatura e a charge não apenas representam o retratado, mas toda a realidade a sua volta, quer aprender política ou história do ponto de vista mais livre de manipulação elitista, procure charges e caricaturas espalhadas em jornais e anuários, então as mascaras se desmancham e mesmo a fotografia sendo tão próxima do real, nada mais revelador do que uma imagem tão subliminar e cheia de intenções quanto uma caricatura e seu universo.
O caricaturista ou chargista são uma categoria a parte no meio dos ilustradores, seu olhar de raios-X e suas antenas captam o que está a nossa volta ao ponto de perceber o que ainda está para vir, nesta capa da revista Careta de 1919, J. Carlos mostra uma Alemanha devastada pela 1ª Grande Guerra com a profética frase: “Dentro de quinze anos teremos a revanche!” clique na imagem para ampliar.

Na publicidade chamamos anúncios feitos apenas com texto de “All Type”, A caricatura é exatamente o oposto disso, ela é “All Image”, é pura capacidade de sintetizar o todo de uma forma poliglota e de fácil digestão. Tente imaginar quantas palavras são necessárias para contar aquela história da próxima vez que se deparar com uma charge ou caricatura política. Essa postagem serve para mostrar que a linha do tempo dos cartunistas é muito diferente da nossa pobres mortais, ao olhar o acervo de J.Carlos (1922 - 1930) e do Baptistão (contemporâneo) notem que a maestria é similar, o que pode ter mudado são técnicas de finalização, mas a essência continua a mesma.

J.Carlos …….…….…. Baptistão

clique nos nomes para conhecer o acervo

O projeto de um pop-up book

Aproveitando que o assunto é pop-up book, encontrei no site da revista francesa étapes uma entrevista com Robert Sabuda & Matthew Reinhart, dois renomados designers de livros pop-up. No vídeo eles falam sobre os projetos que desenvolvem e sobre como começaram a se envolver com essa área. A técnica depurada com anos de prática, o trabalho de pesquisa, engenharia de papel, ilustração, montagem e testes. Os modelos começam em papel branco; são cortados, recortados e colados, um protótipo após o outro, até que a mecânica, animação e movimento estejam perfeitos, só então partem para a ilustração e colorização.  Um projeto leva quase um ano para ser concluído, e outro para as montagens manuais dos intrincados modelos de papel 3D.

Vamos à entrevista e as incríveis imagens dos livros:

O projeto em que Robert Sabuda estava trabalhando na época da entrevista, As Crônicas de Narnia, já foi concluído e pode ser conferido no video entrevista aqui.

No ótimo Blog de Brinquedo você confere mais informações sobre o pop-up Enciclopédia dos Dinossauros.

HQ Brazuca

Quadrinhos e quadrinhistas nacionais são coisas sérias, já falamos isso aqui.

Os gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá paparam o prêmio Jabuti pela adaptação de O Alienista, baseado no conto de Machado de Assis e venceram na categoria de álbum didático e paradidático de ensino fundamental, para quem não sabe, ganhar um Jabuti, principal premiação literária brasileira é fenomenal, pois abre espaço e visibilidade para a HQ e seu poder de comunicação e para mostrar que setembro é o mês de Bá a produção The Umbrella Academy, papou mais uma premiação na terra de Mr. Obama, depois do Eisner Awards (saiba mais) o trabalho de Gabriel Bá e Gerard Way, ganhou na categoria de melhor minissérie nova no prêmio Harvey Awards.

Êta povinho bão.