UFO Art (?)

Hipertexto é o máximo. Aproveitando a época de Natal e fazendo algumas pesquisas sobre a relação da arte com o tema, cheguei a uma pintura do início do século XVIII que relaciona o batismo de Jesus com a aparição de um OVNI (UFO, em bushês).

O Batismo de Cristo
Fitzwilliam Musuem, Cambridge, Inglaterra
Pintado em 1710 por Aert De Gelder

Na verdade desde o século XV é possível observar em algumas pinturas representações no mínimo estranhas para a época. O homem não havia inventado nenhum aparato que pudesse ir aos céus e que pudesse justificar essas representações. Existe muita especulação, inclusive há quem acredite que a própria Igreja encomendou algumas dessas pinturas para contextualizar os avistamentos que ocorriam na época. É bom ressaltar que a sigla OVNI significa apenas Objeto Voador Não Identificado, não devendo ser traduzida como disco voador. Mas devemos concordar que avistamentos no século XV não teriam tantas explicações alternativas quanto hoje, com a enorme quantidade de coisas identificáveis ou não que o homem colocou para voar.

O que encanta nisso tudo é ver a confirmação da arte como um documento, uma forma de expressão do artista que não pode ser desconectada da época e do contexto histórico em que ele viveu.

Afresco do século XVII representando a Crucificação de Cristo
Svetishoveli Cathedral em Mtskheta, Georgia
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A Madonna com São Giovannino
Palazzo Vecchio, Florença
pintado no século XV por artista desconhecido
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A Anunciação
National Gallery em Londres
pintado em 1486 por Carlo Crivelli
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O seguinte é tão impressionante que rendeu até parte de um documentário.

“A Crucificação”
Monastério Visoki Decani em Kosovo, Iugoslávia
pintado em 1350.

Pra finalizar, segue um vídeo com um apanhado geral de UFOs na arte antiga. É certo que existe muita especulação e farsa, sem falar na apelação de achar que qualquer nuvenzinha é um disco voador. Mas mesmo descontando as provas ao estilo Erich von Däniken, ainda acho o mundo mais divertido com esses mistérios. Um Feliz Natal à todos, desse planeta ou não.

Art Soul

A FAVELA é o lutador do canto esquerdo do ringue.
A CIDADE, o do canto direito.
E a CULTURA é aquela gostosa de biquíni que faz os dois esquecerem da LUTA.

AfroReggae, 15 anos
Arte para transformar a realidade.

Parabéns

Não somos uma Ilha

Daqui um mês Papai Noel vai entrar pela lareira e presentear quem se comportou direitinho nesse ano todo.
Se você acredita nesta baboseira então está contando os dias, mas se espera essa data apenas para respirar o espírito natalino e carregar sua fé na raça humana então não perca tempo, estamos vivendo uma crise financeira que só por ela já deveríamos repensar nossos conceitos sobre o consumismo e desperdício desta época, mas para piorar, o nosso país, ou melhor, nossos conterrâneos estão sofrendo com uma catástrofe assustadora.
Santa Catarina, Rio de Janeiro, Espírito Santo…. neste fim de ano muitas famílias estarão fora da lista do bom velhinho, mas espero, que com a ajuda dos BRASILEIROS eles não passem muito longe do espírito altruísta do Natal.

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Nenhum homem é uma ilha, completa em si mesma; todo homem é um pedaço do continente, uma parte da terra firme. Se um torrão de terra for levado pelo mar, a Europa fica menor, como se tivesse perdido um promontório, ou perdido o solar de um teu amigo, ou o teu próprio. A morte de qualquer homem diminui a mim, porque na humanidade me encontro envolvido; por isso, nunca mandes indagar por quem os sinos dobram; eles dobram por ti.

John Donne

Dica: no portal G1 tem uma dica de como fazer a diferença neste Natal.

_________________A(SSA)SSINANDO EMBAIXO_________________

Uma postagem que obriga a encarar algumas reflexões. O Natal hoje pode ser traduzido como um velho gordo inventado pela Coca-Cola para lembrá-lo que seu 13º salário precisa ser gasto comprando presentes para fazer o moribundo capitalismo dar mais alguns suspiros. Na verdade esse discurso não tem nada de novo, é até bem sacal.

Dar sentido para as adversidades é bem melhor do que perder tempo tentando encontrar algum sentido nelas. Está provado que quando o bicho pega, o bicho gente deixa de ser bicho e vira gente. Não tem estado, defesa civil, médico ou bombeiro que tenha mais importância nessas horas do que o cidadão comum, que com todos os seus defeitos ainda tem instinto suficiente para perceber que cuidar dos seus é cuidar da própria sobrevivência.

Pobre de nós que temos casa, cama, roupa, comida e seguimos preocupados com as coisas ao invés das pessoas. Feliz do catarinense que perdeu tudo isso mas tem a família ao alcance dos braços e descobriu em tempo que não existe sentido nas coisas, só na gente.

(Leandro Substance)

The Decapitator

No melhor estilo Banksy, ninguém sabe ao certo quem é ele, ela, ou eles. The Decapitator é o codinome desse interventor londrino que pode ser considerado um headhunter de verdade. Dá até pra imaginar essa entidade percorrendo as ruas de Londres e espreitando sua próxima vítima: uma painel na parada de ônibus, um cartaz em um prédio de esquina, um outdoor distraido. O certo é que o onírico, o belo, o “guti-guti” da propaganda será guilhotinado nas mãos do Decapitator.

Além de crítica e polêmica, as intervenções desse artista são cuidadosamente trabalhadas para reproduzirem a estética dos anúncios, deixando a mensagem tão sutil quanto um tapa na cara.

Preciso confessar que ri (malévola e guturalmente) quando vi o irritante High School Musical decapitado. Agora, um dos melhores foi o outdoor do intragável Sex and the City que teve a cabeça de Sarah Jessica Parker decapitada e depositada em uma de suas mãos - a cara do fulaninho passando na hora da foto NÂO pode ter sido acidental.

Visitem o Flickr do The Decapitator.

Porko Parade

Para satirizar o Cow Parade nada melhor do que participar da exposição Porko Parade, uma mostra de ilustrações com personalizações dos porcos que estão no site oficial, qualquer um pode participar (ao contrário do “desfile das vacas”).
A inscrição vai até dia 01 de dezembro, aniversário de Woody Allen (???), já tem muita gente boa participando e falta apenas a sua emporcalhada contribuição.
Abaixo algumas peças da “marcha dos porcos”.