A Tara é uma velha conhecida aqui no blog e na sessão “pago pau” ela já foi homenageada, o Jim é aquele ilustrador/design que eu adoraria ter seus desenhos nas paredes de meu apê e o Doze ficou bastante conhecido aqui nas terras tupiniquins pelo projeto gráfico feito para a banda O Rappa no álbum Lado B Lado A. Perder essa exposição seria lamentável. Programação completa e mais informações “senta o dedo” na imagem abaixo.
Para ver de perto as obras do grafiteiro underground Zezão e não ter que se meter na casa do Bob Cuspe, visite neste fim do ano a Galeria Choque Cultural.
Essa galeria é especializada em street art e ilustração cotidiana, é massa as exposições e a gama de artistas que fazem parte do seu acervo.
O Zezão para quem não lembra é aquele grafiteiro que expõe suas obras em outro tipo de galeria, a “de esgoto” da cidade de São Paulo, suas intervenções e seu traço são bem peculiares e agora como fotógrafo ele trás a tona suas criaturas para um espaço de melhor visitação.
Para conhecer a exposição onlineclique aqui.
Para conhecer a exposição offline tem duas maneiras, a primeira é ir na Choque Cultural do dia 29 de Novembro até a véspera do Natal (R. João Moura, 997 - São Paulo)e …
No melhor estilo Banksy, ninguém sabe ao certo quem é ele, ela, ou eles. The Decapitator é o codinome desse interventor londrino que pode ser considerado um headhunter de verdade. Dá até pra imaginar essa entidade percorrendo as ruas de Londres e espreitando sua próxima vítima: uma painel na parada de ônibus, um cartaz em um prédio de esquina, um outdoor distraido. O certo é que o onírico, o belo, o “guti-guti” da propaganda será guilhotinado nas mãos do Decapitator.
Além de crítica e polêmica, as intervenções desse artista são cuidadosamente trabalhadas para reproduzirem a estética dos anúncios, deixando a mensagem tão sutil quanto um tapa na cara.
Preciso confessar que ri (malévola e guturalmente) quando vi o irritante High School Musical decapitado. Agora, um dos melhores foi o outdoor do intragável Sex and the City que teve a cabeça de Sarah Jessica Parker decapitada e depositada em uma de suas mãos - a cara do fulaninho passando na hora da foto NÂO pode ter sido acidental.
Não estou me especializando em postar as “cagadas na arte”, mas elas insistem em me encontrar. Essa por exemplo saiu na Ilustrada da Folha Online hoje:
Os mutilados já apareceram por aqui na postagem “Street Art no chá da cinco” - a dupla OsGêmeos, Nina e Francisco Rodrigues (o Nunca). Isso mesmo, depois de já terem conquistado as paredes do famoso Tate Modern, em Londres - com murais incríveis, além de gigantes - tiveram que testemunhar a prefeitura de São Paulo “confundindo” um de seus murais com pichação e cobrindo boa parte dele com tinta cinza.
Antes
(Foto: Otávio Pandolfo/Arquivo Pessoal)
Depois(Foto:Ricardo Nogueira/Folha Imagem)
Não foi a primeira vez que isso aconteceu. O artista Nunca, por exemplo, afirmou que já teve mais de 100 trabalhos “cobertos”. Andrea Matarazzo, secretário da coordenação das Subprefeituras de São Paulo, no entanto, nega haver “perseguição” ao graffiti e diz que a cobertura dos murais grafitados faz parte da “rotina de limpeza da cidade”, sob a capa da Lei Cidade Limpa. Em ano eleitoral essas coisas viram bandeiras e acho que o Sr. Kassab e seus asseclas deveriam se preocupar com a repercussão deste ato. VANDALISMO institucional. (by Mosca)
Os mutilados prometeram retaliação e nós ficamos aqui ansioso por vê-la. Bulir na arte dos outros é igual tapa na cara de filho, não dá pra ficar quieto.
Os jornais mais lidos do Brasil até tentaram não divulgar a marca, mas ao publicarem a notícia os curiosos fatalmente já haviam sido fisgados pela arte e pela mídia espontânea que ela gerou. A Old Black Gallery não está ganhando “um puto” com isso, mas concorda que iniciativas legais merecem a devida divulgação. A marca é a Motorola e o que ela criou foi o projeto “Disk-mobilidade, árvore de artista”, uma ação ligada ao evento gratuito “Motomix 2008 - The ROKR Festival”. Visite o site oficial motomix e saiba mais sobre esse festival, pois o assunto agora é “Caçamba”. Não! Não estamos mudando de rock para pagode! É que o projeto Disk-Mobilidade, segundo o site oficial:“não será uma intervenção urbana, mas várias. 30 caçambas de entulho serão transformadas em plataformas móveis de vegetação e arte. No interior, plantas; nas laterais, o seu projeto gráfico. Essa galeria de arte ambulante e gratuita circulará pela cidade, pronta para ser apreciada por todos.”
São 20 caçambas no MASP, 7 na Faria Lima com Cidade Jardim e 3 na Marginal Pinheiros com Juscelino Kubitschek.
Fazendo o cadastro na página do Motomix você também pode participar do movimento, enviando conteúdo artístico em vários formatos, inclusive sua própria caçamba; e quem sabe ela não vai parar nas ruas de São Paulo?
Esse tipo de ação, com forte apelo cultural e envolvendo uma grande marca, me faz lembrar do primeiro instituto de produção cultural do país - o Ipê Cultural. Coisa de São Paulo? Que nada, o Ipê Cultural é orgulhosamente uberlandense. Certamente irá aparecer mais vezes aqui na OBG, mas enquanto isso visite a página oficial e o blog do Instituto Ipê Cultural para conhecer esse trabalho incrível e ainda único no Brasil. Só para aumentar a curiosidade vou adiantar que eles conhecem uma fórmula muito simples para que parte dos impostos que você paga todo o ano fiquem aqui, na sua cidade, investidos em um projeto cultural para o deleite de todos. Veja só como plantar cultura:
No mais, arte por arte! Porque cultura e educação sempre foram os caminhos.